Desde que eles se viram pela primeira vez já havia se passado mais de mil dias. 1096 dias. Ele não sabia disso na época, mas aquela troca de olhares mudaria sua vida pra sempre. Ao vê-la, ele se deparava com uma parte dele mesmo, uma parte que ele ainda não conhecia. Era a parte que faltava, o final de uma busca que parecia não existir. Mas ela estava lá: na sua frente, como um segredo que nunca existiu, mas que se revelou a mais linda descoberta da sua vida.
Ele pensava como algumas coisas na vida são curiosas: de uma hora pra outra, uma pessoa aparece na nossa vida, muda a rota totalmente e torna difícil a ideia de não mais fazer parte da nossa vida.
Pouco mais de mil dias depois, ele continuava se surpreendendo com as novas descobertas que aquela descoberta lhe proporcionava.
Muitos risos e algumas lágrimas depois, ele ainda tentava entender como pode existir por tanto tempo faltando uma parte de si mesmo.
Se eu considero o número 9 o "meu número", já que nasci num dia nove,
Escrevo esse post pra eternizar o 09/09/09 e que tudo de bom sempre se renove.
Overdose. Nem sempre se morre de overdose. Deve ser como experimentar o máximo possível de algo.
Se fosse para eu ter uma overdose, que fosse de tudo o que há de bom no mundo:
- Da minha camiseta favorita,
- Da mulher que eu amo,
- Da música que eu mais gosto,
- Do melhor filme que eu já vi,
- Do maior show da minha vida,
- Daquela conversa que a gente não quer que termine,
- Afogado em minha babida predileta,
- Engasgado com a comida mais saborosa.
Dizem que tudo em excesso faz mal. Será que até o que nos faz bem? ![]()
Estavam os dois conversando sobre alguns problemas pelos quais ela estava passando.
Ele levantado teorias sobre o porquê de tudo aquilo e procurando formas de ajudar da melhor maneira possível. Ela ouvindo as palavras dele e, de certa forma, concordando com o que ele estava dizendo
.
Ao término da conversa, ele se despediu e tomou o seu rumo habitual. Quando estava saindo, ouviu seu nome. Era ela que o chamava. Ele se virou e ela disse: “Obrigada”. Ele respondeu um “Não há de quê”
e saiu ouvindo aquele agradável som da voz dela agradecendo por algo que ele fazia com o maior prazer do mundo
. Nesse dia, nem se preocupou em colocar seu fone de ouvido e escutar suas músicas preferidas...
Ontem fez um mês que Michael Jackson morreu. Passado todo o barulho que foi feito em torno da morte do artista, dá pra fazer uma análise melhor do que ele representou. Nunca fui um grande fã de M.J., mas o fato é que ele é parte da história da cultura pop do século XX. Me lembro quando foi lançado o disco “Thriller”. Ganhei esse disco na época, eu estava com 7 anos, e o mundo vivia uma verdadeira febre musical que foi causada por Michael, seus clips e suas coreografias. Ouvi muito esse disco, principalmente a faixa que dá título ao álbum, que no final tem uma espécie de “narração de terror” com aquela voz cavernosa que dá a gargalhada famosa (tempos depois fui descobrir que a tal voz é de Vincent Price, ator de filmes de terror que também faz a introdução de “The number of the beast” do Iron Maiden). Eu tinha muito medo dos mortos vivos do clip “Thriller”, que é um verdadeiro curta metragem. Nos programas de auditório da época, eram comuns os concursos para eleger o melhor imitador de M.J., havia crianças e adultos fazendo os famosos passos e gestos do cantor/dançarino/produtor/compositor. Pouco tempo depois, ele voltou a dominar o mundo, dessa vez acompanhado de outros artistas com o movimento que foi batizado de “USA for Africa” com a música “We are the world”. O dinheiro da venda dos discos eram revertidos para o povo africano. Aqui no Brasil teve algo parecido, mas ao invés de um disco, foi lançado um compacto de duas faixas com músicos brasileiros. A música principal era “Chega de mágoa” e o dinheiro das vendas foi para o povo do nordeste (também tive esses dois discos...). E por falar em venda de discos, M.J. foi insuperável. Seus discos venderam milhões de cópias e essas marcas dificilmente serão ultrapassadas, já que hoje em dia o formato digital derrubou as vendas de discos. Assim como seus discos, os vídeoclips de M.J. eram verdadeiros acontecimentos: “Black or White”, por exemplo, teve a estréia transmitida simultaneamente para vários países. Nessa época Michael, que sempre se cercou de bons parceiros musicais como Ed Van Halen e Paul McCartney no disco “Thriller” teve a colaboração de Slash em “Give in to me”. Talvez esse disco, “Dangerous” de 1991, tenha sido o último grande sucesso comercial de M.J.. É claro que ele ainda vendia milhões de cópias, mas para o “padrão M.J. de vendas” a coisa estava em queda. Foi também nessa época que as polêmicas em torno de Michael ficaram mais expostas do que sua música. Acusado de abuso sexual de crianças e com as mudanças físicas por conta de cirurgias plásticas e do possível vitiligo, M.J. do século XXI estava cada vez mais diferente dos anos 80 e 90 do século passado. Mas a morte de M.J. mostrou que no final o que vai ficar mesmo é sua obra, suas músicas, seus clips e suas coreografias. Como forma de homenagear Michael Jackson, foi criado o curioso e divertido site Eternal Moowalk (www.eternalmoonwalk.com ), onde é possivel ver pessoas do mundo todo (inclusive vários brasileiros) fazendo o famoso “passo da lua” (que segundo alguns estudiosos não foi criado por M.J. e sim por um dançarino chamado Bill Bailey décadas antes). Se você tem criatividade pra fazer um Moonwalk diferente (tem cada coisa nesse site...), mande também sua contribuição ao som da batida de Billie Jean. Vivo ou morto, Michael Jackson continua fazendo barulho.
Depois de um mês de férias, conhecendo cada dia um lugar diferente, lá estava ele novamente na sua mesa, no escritório que já conhecia tão bem. O trabalho, que de certa forma tornava todos os dias iguais, tinha sempre alguma coisa diferente, algo que fazia com que a rotina valesse à pena. Uma dessas coisas era aquela mulher, que ele observava através da divisória de vidro. Era todo o dia a mesma mulher, mas ele sempre observava algo diferente em seu visual. No dia de seu retorno, chamou a atenção sua roupa de tons escuros, a blusa preta, colar da mesma cor, que combinava com a calça levemente cinza. Memorizava até calça que ela usava. Em seu “catálogo” as tais eram classificadas como “a que fica melhor com a blusa tal” ou “a sem bolso na frente, com bolso atrás”. No segundo dia, por exemplo, ela usava a calça que para ele era a favorita, uma jeans com botões cor de creme. Mas ele não conseguia tirar os olhos do lenço preto com bolinhas brancas que ela usava no pescoço. Era impossível para ele não fazer um comparativo com o futebol, já que nesse dia ela usava uma blusa verde por cima de uma camisa branca e ele logo pensou: “Até no figurino dela o alvinegro fica acima do alviverde...”, Quando ele achava que ela havia chegado ao auge, ela sempre aparecia com uma surpresa visual. No dia seguinte ao dia das cores futebolísticas, ela apareceu com um belo cachecol, provavelmente feito à mão com um carinho só não maior que o carinho que ele gostaria de fazer com suas mãos no belo pescoço agora coberto pelo tal cachecol. Ele observava tanto essa mulher que ele a considerava próxima, mesmo ela estando distante física e afetivamente. Com essa mulher ele trocava poucas palavras, coisas profissionais ou corriqueiras, do tipo “vai cair uma chuva, né?” ou “o metrô vai entrar em greve”. Mas às vezes, raras vezes, em função do trabalho, ele ouvia um elogio dela. Logo no segundo dia do seu retorno, por exemplo, ouviu um “você é a melhor pessoa que eu conheço para interpretar esses documentos”. Esse comentário fez com que ele ficasse tão sem jeito que seu rosto ficou automaticamente vermelho. Mas tão rápido com que seu rosto voltou à coloração normal, ela voltou ao seu departamento e ele a sua mesa, de onde ele a observava através do vidro, esperando pelo novo diferencial que fazia os dias iguais serem sempre diferentes...
- Andei pensando no que conversamos, e cheguei a uma conclusão: você nunca esteve apaixonada por mim. Sei lá, gosta da minha companhia, de conversar comigo, talvez um dia já sentiu atração por mim, mas apaixonada mesmo, você nunca esteve. Eu sei que você nunca disse que me amava, mas eu sempre acreditei que, no mínimo, você fosse apaixonada por mim.
Quando ele terminou de falar, ela simplesmente respondeu:
- É.
Foi a resposta mais breve, seca e definitiva que ele já ouviu em toda sua vida.
Tal qual um produto exposto numa prateleira de supermercado, muitas vezes somos rotulados.
Rótulos, nos produtos, servem para identificar, informar o conteúdo, diferenciar as marcas e a qualidade.
Quando os rótulos são colocados nas pessoas, elas acabam se tornando menores do que realmente são, acabam sendo limitadas dentro da rotulagem.
- Ta vendo? Tinha que ser torcedor daquele time...
- E aquele cara? Como é histérico, não? Não o imagino de outra forma.
- Não falei que aquela é burguesinha? Mora lá pros lados da Vila Madalena.
-Ah, desse jeitão, só pode ser da zona leste. Olha o tipo...
Não gosto da idéia de “pessoas produzidas em larga escala”. Gosto de camisetas básicas, mas permito-me usar camisetas estampadas. Existem pessoas parecidas, mas não iguais. Rótulos informam sobre produtos, não sobre pessoas.
Amanhã, dia 05/04, faz quinze anos que Kurt Cobain morreu. Me lembro bem de como recebi a notícia: estava ouvindo rádio, a 89 FM (naquele tempo, a "Rádio Rock) e estava prestes a ir pra escola. Eu tinha 17 anos e estava no 3º colegial. O Nirvana era uma das grandes bandas daquela época e junto com o Pearl Jam formava a elite do chamado "Grunge" de Seattle. Era inegável a força daquela banda, que fazia músicas cheias de energia, com um som ao mesmo tempo pesado e melodioso. Seus shows eram verdadeiras surpresas: nunca se sabia se a apresentação seria brilhante e tranquila ou ruim como as que aconteceram aqui no Brasil: no show do Rio, Kurt, visivelmente drogado, mal conseguia cantar as músicas, cuspiu nas câmeras da Globo (que cobria o Hollywood Rock) e saiu se rastejando do palco depois de quebrar os instrumentos (o Nirvana fazia isso habitualmente).
Com toda essa força, o Nirvana deixou seu nome no mundo do Rock, e a morte de Kurt Cobain foi um choque pra quem estava ligado em tudo aquilo. Era muito estranho saber que um cara, líder de uma banda de sucesso mundial, havia se suicidado (há quem diga que a viúva Courtney Love teria "encomendado" a morte de Kurt. Eu, particularmente, não acredito nisso). Não conseguia entender aquilo tudo. Ele morreu com 27 anos, e eu ficava imaginando o quanto intensa foi sua vida e o quanto jovem ele se foi. A poucos dias de completar 29 anos, eu vi o show do Pearl Jam, que veio da mesma cidade e da mesma época do Nirvana e que eu esperei desde então. Hoje, eu tenho 32 anos, cinco a mais que Kurt quando morreu e tenho certeza que uma vida que acaba aos 27 anos é muito curta.
Relembrando o Nirvana; meus 17 anos; esse intervalo de quinze anos desde o suicídio de Kurt Cobain até hoje; todos os shows que vi e as pessoas que perdi (conhecidas pessoalmente ou não), me sinto meio que um sobrevivente. Como um bom trintão, devo concluir que é uma pena que não se fazem mais bandas como há quinze anos atrás.
De onde será que surgiu essa história de que o ano só começa depois do carnaval
?
Eu estou trabalhando ( e muito) desde o início cronológico do ano, ou seja, desde 2 de janeiro (afinal, 1º de janeiro é feriado...
).
Será que essa história só vale para os foliões? Se for, entro numa escola de samba hoje mesmo
!!!
Procure realizar todos os seus desejos
Aconchegue-se ao redor de coisas boas
Resmungue sempre que desejar (mas só um pouco, por favor)
Aumente o volume ao ouvir suas músicas favoritas (geralmente elas são muito boas)
Banquete com peixe em datas especiais pode (e uma dose de chocolate também)
Encontre os velhos e novos amigos (acredite: eles podem aparecer do nada, até na rua)
Não se preocupe com os problemas (eles acabam mantendo sua mente em pleno funcionamento)
Sinta-se à vontade pra dizer o que gosta e o que não gosta (espero estar na primeira lista)
Por quê? Deve ter um porquê. ![]()
Isso deve ter um porquê.
Você deve ter um porquê.
Eu devo ter um...
Tudo...
Ter um porquê é um dever? ![]()
Era uma pessoa extremamente crítica. Com tudo e com todos. Gostava de debater sobre teorias e questões que muitas vezes eram inocentemente levantadas por outras pessoas. Não conseguia se manter indiferente perante alguns assuntos. Por conta dessa característica, estava quase sempre de mau humor, afinal, não é fácil ter uma inteligência acima da média.
Um dia ela descobriu sua essência: era uma pessoa chata. Passou um tempo repetindo pra si mesmo que era chata, simplesmente chata. Não uma chata de galochas, pois galochas não combinavam com seu vestuário, e ela gastava um bom tempo pensando na combinação do que iria vestir, assim como gastava muito tempo tentando combinar os vários pensamentos que passavam em sua cabeça ao mesmo tempo. Também não era uma chata "crônica", em tempo integral, das que adoram chatear outros. Na verdade, ela chateava a si mesma. Não queria ser do jeito que era, mas não sabia ser diferente. Queria ser menos implicante, menos agressiva, enfim, menos chata.
O que ela não havia percebido é que uma pessoa chata que tivesse suas características poderia ser comparada com um objeto chato, como um disco de vinil, por exemplo. Aí apareceriam diferenças e semelhanças. Uma diferença: um disco de vinil é raso, superficial, que não era o caso dela. Muito pelo contrário, era uma pessoa de uma profundidade ímpar, dona de vários conteúdos. Uma semelhança: como um bom disco de vinil, tinha dois lados distintos. Era explosiva e mal humorada, mas também inteligente, sincera e, quando queria, era adorável sem fazer esforço.
Disco de vinil tem um ruído característico, um chiado que às vezes lembra o que faz uma pessoa chata:
- Você já ta chiando por quê? Que chata...
Conheço pessoas que são apaixonadas por disco de vinil, por produzir um som mais intenso e verdadeiro. Um bom disco que vinil sempre é lembrado nas listas dos melhores discos de todos os tempos e alguns artistas estão cogitando produzir novamente discos de vinil.
Os discos de vinil são peças raras e valiosas, assim como uma pessoa adoravelmente chata.
Hoje é 06 de janeiro, "Dia de Reis", segundo a tradição católica. É o dia que se desarmam as árvores de natal e outros enfeites natalinos. Mas não é sobre reis que vou falar (apesar de falar sobre poder), ou sobre catolicismo que vou escrever (apesar de falar a respeito da Terra Santa), nem sobre enfeites mas sim sobre outro tipo de desarmamento. É sobre o conflito entre Israel e o Hamas, na Faixa de Gaza.
Não quero expor aqui a defesa de nenhum dos lados, não acredito que existam certos ou errados numa situação como esta. O que me chama a atenção é a certa inutilidade da ONU em casos como este. Eu aprendi na escola que a ONU servia, entre outras coisas, para mediar conflitos internacionais, e hoje sei que isso é mais uma balela que aprendíamos (será que hoje ainda é assim?) na escola.O Conselho de Segurança da ONU foi vetado pelos EUA a pedir um cessar fogo israelense. Essa interferência americana já me chamou a atenção quando Bush resolveu invadir o Iraque e passou por cima de um pedido da ONU para que a invasão não acontecesse. Por essas e outras que volta e meia o mundo presencia uma onda anti americana.
Até quando o mundo vai encarar conflitos como esse? Até quando os EUA serão mais poderosos que a ONU? Até quando teremos mísseis e bombas iluminando o céu em épocas que deveríamos presenciar somente fogos de artifício no ano novo?
Os três Reis Magos foram santificados. Seja pela interferência de santos católicos, palestinos, judeus, budistas ou até ateus, alguma coisa tem que ser feita.
Contrato...
Parceria...
Casamento...
Sociedade...
Pode se dar o nome que quiser quando duas pessoas têm uma vontade em comum.
Mas quando só uma pessoa tem vontade, eu não sei nomear.
Acho que são só idéias. Ou ideais.
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