NAS ONDAS DO RÁDIO

 

     Ontem, 25/09, foi comemorado Dia do Rádio. Como passo boa parte do tempo ouvindo rádio, resolvi escrever algo sobre ele.

     Ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, o rádio não foi inventado pelo italiano Marconi e sim por um brasileiro. Alguns inventos brasileiros são alvos dessas polêmicas como o avião, por exemplo, que os americanos insistem em dizer que foi inventado pelos irmãos Wright. Eu mesmo não sabia dessa história do inventor brasileiro até um tempo atrás, quando uma amiga (Olá, Camilla!) me contou que um padre gaúcho, chamado Roberto Landell de Moura, teria inventado o rádio antes do Marconi (ela mora numa rua que leva o nome do padre, e essa história era conhecida no bairro). Confesso que não acreditei muito na tal história. E não é que é verdade?

     O padre Roberto Landell de Moura fez, em 1894, uma transmissão de rádio da avenida Paulista, e essa transmissão foi capitada no bairro de Santana (SP) . Isso aconteceu cinco anos antes de Marconi fazer sua primeira transmissão. A diferença é que Marconi teve o apoio do governo italiano e o padre. Landell  era chamado de maluco, acusado de fazer bruxaria, e ao fazer seus experimentos, as pessoas diziam que ele falava com “vozes do além”.

     Bem, bruxaria ou não, ouvir as coisas que saem do aparelho de rádio é algo que me faz bem. Gosto tanto de música quanto de notícias (nos links do meu blog existem duas rádios que fazem muito bem esses dois papéis). Devo agradecer ao padre Landell pelo seu invento, pelos programadores que tocam música bacana, ou pela revelação do verdadeiro inventor?

 

368 DIAS

 

     Um ano havia se passado...

     Na verdade, um ano e três dias. Mas, aparentemente, isso só importava para ele. Afinal, aquele encontro mudou a vida dele, já a vida dela não foi desviada pelo aparecimento dele. Ele ficou planejando algo que pudesse marcar a data, algum tipo de comemoração  . Mas ela não se importava, talvez não fosse importante o fato de terem se visto pela primeira vez há seis meses, um ano ou um ano e três dias  . No final das contas, a data passou de maneira insignificante. Não muito diferente dos outros dias que eles conviveram. Nove meses? Um ano? Um ano e três dias? Quem se importa?   Quem vê rumo da sua vida desviado se importa  . Para quem não vê, é só mais um dia, ou dois, ou três ...

 

"O MAIOR DESEJO DA BOCA É O BEIJO"

 

     O beijo no rosto resvalou na boca  . E não foi nem meia boca, talvez tenha sido “um oitavo” de boca: só o cantinho, uma região onde, mesmo com a boca aberta os lábios se encontram  . Mas foi um belo “erro de cálculo”  . Engraçado como para algumas pessoas um copo com água pela metade está “meio cheio” e para outras está “meio vazio” : ela dizia que ele havia beijado a sua boca. Ele dizia que “ainda não”. Ele foi embora com a sensação de “quero acertar o alvo”. Ela com a sensação de que ele já tinha ido longe demais (mas não achou a idéia ruim) ...

 

QUANDO FOR A HORA DO NOSSO ÚLTIMO DISCO...

 

 

     Assisti a exibição do Acústico Sandy & Junior na MTV nesse domingo e acabei pensando em algumas coisas que vou expor aqui no blog. Com isso, esse texto tem cara de “parece mas não é”, já que apesar de ter sido inspirado no Acústico da dupla, não é só sobre música que eu vou falar.          

     Bem, primeiro, vou destacar duas coisas que me chamaram a atenção no show. Sandy me pareceu bem tranqüila e até “aceitou” fazer backing vocals em duas músicas: uma inédita composta e cantada por Junior (Segue em Frente) e em outra que foi a dobradinha Junior-Ivete Sangalo (Enrosca). Mas a grande aparição, na minha opinião, foi a de Marcelo Camelo que fez uma belíssima versão de “As Quatro Estações”.Ele cantou a primeira parte da música sozinho, tocando violão e com uma voz tão boa de se ouvir que eu fiquei emocionado. Sou fã confesso dos Los Hermanos . Acho a banda nacional mais importante do inicio desse século e Marcelo Camelo o músico mais influente de sua geração (como músico e como letrista).

     Como saldo final, achei um disco muito bom (as músicas podem ser conferidas na Rádio UOL). E acredito que a separação artística dos irmãos fará bem para os dois.  A bela Sandy é uma bela cantora, e Junior tem se mostrado um instrumentista cada vez melhor.

     Mas como falei que esse texto “parece mas não é”, agora vou falar sobre o que pensei paralelamente ao assistir o programa na MTV. A gravação desse Acústico foi para marcar o encerramento da dupla Sandy & Junior, eles pisaram naquele palco sabendo que seria o último disco dos dois juntos. E ao final do show, os dois demonstraram um semblante de dever cumprido, estavam emocionados, mas felizes. Aí em pensei: como seria se nossa vida fosse assim também? Ou seja, se soubéssemos quando ia ser nosso “último disco” , será que chegaríamos no final com a sensação de dever cumprido? Estaríamos emocionados e felizes? Sabendo que o fim chegará, será que seria melhor saber quando seria a hora? Teríamos um publico aplaudindo o nosso último ato?

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