PODER POPULAR

 

     Enquanto o povo egípcio tomou conta das ruas para brigar pela libertação do país que estava nas mãos de um ditador há 30 anos, aqui no Brasil uma cambada de baderneiros disfarçados de torcedores (porque pra mim, torcedor é quem torce e não quem faz baderna) promoveu uma cena vergonhosa na entrada do Centro de Treinamentos do Corinthians no último sábado. Aí, fica aquela coisa de “corinthiano é tudo bandido”, quando na verdade a questão são as tais torcidas organizadas (organizadas? Sim, se organizam muito bem para fazer coisas como aquela) e nesse caso, são todos farinhas do mesmo saco: Gaviões, Independente, Mancha Verde, Torcida Jovem...e outras tantas que “fazem e acontecem”. Sou Corinthiano. Sofro com e pelo meu time. Mas em momento algum me imagino fazendo ou apoiando atos como aqueles.

     Fico pensando no Egito e no Brasil: se essas reivindicações fossem feitas para a melhoria dos serviços públicos, pra acabar com a falta de saúde dos serviços de saúde, com a falta de vergonha de alguns que cuidam (cuidam?) do país, com a falta de educação de qualidade, enfim, se fosse uma luta que valesse à pena, talvez as coisas aqui fossem melhores...

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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, ITAIM PAULISTA, Homem, de 36 a 45 anos, Música, Arte e cultura, Futebol

 
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