RASCUNHOS LÍRICOS

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      "NÃO CUSTA TENTAR"

 

 

     Nem que seja por um segundo, vou tentar não falar tudo que eu penso.

     Nem que seja por dez segundos, vou tentar não escrever tudo que eu devo.

     Nem que seja por um minuto, vou tentar  não responder tudo o que me perguntam.

     Nem que seja por quinze minutos, vou tentar não discutir por bobagem.

     “Às vezes te odeio pro quase um segundo, depois te amo mais...”

VALE A PENA LER DE NOVO

 

      Bem, o negócio é o seguinte: a Marcinha, visitante/comentarista desse blog e escritora do Fórum Democrático (que tem o link na lista ao lado) propôs uma brincadeira para algumas pessoas e eu fui um dos escolhidos. A brincadeira é republicar um texto que eu já tivesse escrito e que valesse à pena ser lido novamente. Escolhi um de fevereiro de 2006. É um texto que eu gostei bastante e, como na época ainda não tinha os poucos leitores assíduos que tenho hoje, acho que cabe no jogo. Espero que gostem.

     SEMEANDO SENTIMENTOS...

      Cada comparação maluca...

     Eu estava imaginando um SENTIMENTO como uma SEMENTE. Além da semelhança na forma de escrever, as duas palavras tem mais coisas em comum...

     Um SENTIMENTO pode aparecer "do nada", como uma SEMENTE que é levada pelo vento. Basta ter um lugar para germinar e pronto:ele começa a ganhar nova vida...

     Assim como uma SEMENTE, se o SENTIMENTO  for devidamente cuidado ele começa a crescer, a ficar cada vez maior.  Será que o vaso em que está plantado a SEMENTE é de um tamanho suficiente para comportar seu crescimento???   Será que esse SENTIMENTO não é uma  erva-daninha???   Será que essa flor terá espinhos???  Será que essa planta dará frutos???

     Às vezes, nosso coração , que é um músculo (classificado como "músculo involuntário" já que age sem a nossa vontade) parece um vaso em que foi semeada alguma SEMENTE  trazida pelo vento...

O PESO DAS PALAVRAS

 

     Tudo começou por causa de uma simples frase que ele falou:

     “Eu acho que sou o mais ferrado daqui”.

     Foi o suficiente para que ela disparasse sua metralhadora verbal: começou a fazer comparações incomparáveis, coisas sérias que em nada se pareciam com aquela frase simples e cotidiana que ele havia feito. Ela parecia não se importar, dizia que estava com raiva dele, pois esse papo de “ser o mais ferrado” era coisa de quem se faz de coitadinho. E ele, coitadinho que é, não respondeu. Fazia tempo que não era tão atacado verbalmente. Na verdade, nem lembrava quando tinha sido a última vez. Estava ficando com raiva também, mas achou que só um dos dois machucados já bastava.Ela chegou a dizer que eles deveriam “sair na mão”. Talvez ele preferisse, já que sempre achou que as palavras machucam mais que uma agressão física.

     Ele falou o que quis sobre ele mesmo e ouviu o que não quis. Ela falou o que quis sobre ele e não ouviu, já que ele não falou.

     Mas não foi uma surpresa, já que ela havia dito no mesmo dia que é assim desde criança...

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